

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 chegou ao fim desta quarta-feira (2) com uma conta que, no papel, parecia suficiente para ser aprovada: o governo estimava ter o apoio de 53 ou 54 senadores, enquanto são necessários pelo menos 49 votos. Mesmo assim, a base preferiu não arriscar uma derrota porque não tinha garantia de que esses apoios se confirmariam no plenário.
Agora, governistas tentam convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro para votar a proposta antes das eleições.
O que aconteceu
Alcolumbre perguntou ao governo se havia votos garantidos para aprovar a PEC. Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a base fez uma nova checagem após o questionamento do presidente do Senado e concluiu que não tinha segurança suficiente para colocar a proposta em votação.
Governo calculava ter 53 ou 54 votos, mas considerou a margem arriscada. A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis para ser aprovada. O problema, segundo Randolfe, era não haver garantia de que todos os senadores considerados favoráveis estariam presentes e votariam pela proposta no momento da deliberação.
Randolfe atribuiu à oposição parte da dificuldade para garantir os votos. O líder governista afirmou que adversários conseguiram desmobilizar senadores e citou a atuação de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e contrário à PEC. Também mencionou a ausência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na votação realizada anteriormente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Fonte: UOL

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