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    Bancos aumentam juros do financiamento imobiliário; taxas chegam a 16,5%

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    O financiamento imobiliário ficou mais caro no Brasil após Itaú e Bradesco anunciarem aumentos nas taxas de juros cobradas de clientes interessados na compra de imóveis. Os reajustes atingem operações destinadas a pessoas físicas e jurídicas, com taxas que chegam a 16,5% ao ano, acrescidas da Taxa Referencial (TR), em determinadas modalidades.

    Segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico nesta quinta-feira (29), as mudanças ocorrem em meio à forte elevação dos juros futuros, que influencia os custos de captação de recursos das instituições financeiras. Fontes ouvidas pelo veículo indicam que outros bancos também poderão anunciar aumentos nos próximos dias.

    O Itaú elevou sua taxa mínima de financiamento imobiliário para 12,95% ao ano. Já o Bradesco promoveu reajustes em todas as suas linhas de crédito destinadas à aquisição de imóveis, incluindo operações voltadas a clientes de alta renda e empresas.

    Bradesco eleva taxas e financiamento chega a 15% mais TR

    O Bradesco aplicou um aumento de 3,3 pontos percentuais na taxa de sua principal linha de financiamento imobiliário, que passou a ser de 15% ao ano, acrescidos da TR. Antes do reajuste, a taxa era de 11,7% ao ano, também acrescida da TR.

    Para clientes do segmento private, destinado ao público de maior patrimônio, o aumento foi de 2,15 pontos percentuais, levando os juros para 13,6% ao ano mais TR.

    O reajuste também alcançou o crédito destinado à compra de imóveis comerciais por pessoas jurídicas. Nessa modalidade, a taxa aumentou 2,5 pontos percentuais e chegou a 16,5% ao ano, acrescida da TR.

    As alterações foram comunicadas pelo banco a parceiros comerciais nesta semana. Apesar da elevação dos juros, a instituição informou que as condições efetivamente oferecidas aos clientes dependem de uma avaliação individual de cada operação.

    Entre os fatores considerados estão o perfil do tomador, suas condições financeiras e as características do financiamento solicitado.

    O Bradesco afirmou que “segue valorizando o setor e oferecendo condições competitivas para seus clientes”.

    Itaú estabelece taxas de até 14,85% para não correntistas

    No Itaú, as novas condições estabelecem taxas entre 12,95% e 13,25% ao ano para o financiamento de imóveis por pessoas físicas, dependendo do segmento ao qual pertence o cliente.

    Esses percentuais consideram operações realizadas pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), modalidade em que a parcela destinada à amortização da dívida permanece constante, enquanto os juros diminuem à medida que o saldo devedor é reduzido, sem considerar eventuais atualizações monetárias.

    Para consumidores que não possuem conta no Itaú, a taxa anunciada chega a 14,85% ao ano. No financiamento de imóveis comerciais, o percentual é de 15,8%.

    Em comunicado, a instituição justificou os reajustes pela necessidade de adequar as operações às condições de financiamento disponíveis no mercado.

    “Como o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, seus custos estão sujeitos a essas variações. O ajuste busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações”, informou o Itaú.

    O banco acrescentou que os percentuais podem variar de acordo com o relacionamento do consumidor com a instituição e suas características financeiras.

    Também reafirmou seu compromisso com a oferta de “taxas competitivas e condições de financiamento atrativas e adequadas às necessidades dos clientes”.

    Alta dos juros futuros pressiona o crédito imobiliário

    A elevação das taxas ocorre em um momento de encarecimento dos contratos de juros futuros, utilizados pelo mercado financeiro como referência para estimar o custo do dinheiro nos próximos meses e anos.

    Como os financiamentos imobiliários geralmente possuem prazos longos, as instituições precisam considerar as condições de captação de recursos e as expectativas para a trajetória dos juros ao estabelecer os encargos cobrados dos consumidores.

    Quando essas expectativas aumentam, os bancos podem repassar parte do custo adicional aos novos contratos de financiamento.

    A consequência para os compradores é o encarecimento das prestações e do custo total da aquisição de um imóvel. Dependendo da renda familiar e das condições da operação, juros mais elevados também podem reduzir o valor máximo que o consumidor consegue financiar.

    O impacto não se limita ao mercado residencial. Empresas interessadas na aquisição de imóveis comerciais também passam a enfrentar condições mais onerosas de crédito, como demonstram os reajustes anunciados pelas duas instituições.

    Consumidores podem enfrentar prestações mais altas

    A diferença entre as taxas praticadas pelos bancos pode representar um aumento expressivo no valor desembolsado pelos compradores ao longo dos contratos, especialmente em financiamentos com duração de décadas.

    Além dos juros anunciados, o custo efetivo de cada operação depende de fatores como prazo, valor da entrada, sistema de amortização, seguros, tarifas e eventuais atualizações pela TR.

    Por isso, a comparação entre propostas deve considerar o Custo Efetivo Total (CET), indicador que reúne os encargos envolvidos na contratação do financiamento.

    A perspectiva de novos reajustes por outras instituições amplia a pressão sobre o mercado imobiliário. Caso o movimento se espalhe pelo sistema bancário, consumidores e empresas poderão encontrar condições mais restritivas para financiar a aquisição de imóveis.

    Os anúncios de Itaú e Bradesco sinalizam, assim, uma reação das instituições financeiras ao aumento do custo do crédito de longo prazo, com repercussões potenciais sobre a capacidade de compra das famílias e a demanda por financiamentos imobiliários.

    Fonte: Brasil 247

    Notícias: FEEB-SC

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