
O reconhecimento financeiro foi assegurado na reta final das negociações do ACT e será adicional à PLR, ao PDG e aos demais programas de remuneração já existentes no banco
A negociação para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil trouxe mais um avanço nesta quinta-feira (3). Na reta final das tratativas, foi assegurado um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, dentro da Campanha de Adimplência 2026, que poderá alcançar aproximadamente 71,5 mil funcionárias e funcionários das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio.
O pagamento está previsto para ocorrer após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026, estimada para fevereiro de 2027.
O bônus será destinado aos funcionários que integrarem o público definido pela Campanha de Adimplência 2026 e atenderem às regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O regulamento com os critérios deverá ser divulgado pelo banco na próxima semana.
A liberação dos R$ 3 mil dependerá do cumprimento do indicador previsto na campanha. Atualmente, segundo as informações apresentadas durante as negociações, existe 85% de probabilidade de que esse indicador seja alcançado.
Bônus não representa nova meta individual
Um ponto importante da negociação é que o reconhecimento financeiro não cria uma nova meta individual para os funcionários.
A condição está relacionada a um indicador geral já estabelecido pelo Banco do Brasil para o conjunto de trabalhadores abrangidos pela campanha. Dessa forma, atingido o indicador e cumpridas as demais regras estabelecidas, todos os funcionários elegíveis terão direito ao pagamento dos R$ 3 mil, independentemente de resultado individual.
O novo pagamento também será adicional às demais formas de remuneração existentes no Banco do Brasil. Portanto, o bônus não substitui nem modifica a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Programa de Desempenho Gratificado (PDG) ou outros instrumentos já praticados pelo banco.
FEEBSC destaca avanço conquistado na negociação
Para o presidente da Federação dos Bancários de Santa Catarina (FEEBSC), Armando Machado Filho, o reconhecimento financeiro representa um avanço importante para os trabalhadores do Banco do Brasil e reforça a importância da negociação coletiva.
“Chegar a um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para aproximadamente 71,5 mil trabalhadores é um avanço importante. Estamos falando de um valor adicional, que não substitui a PLR, o PDG ou outros direitos já existentes. É também fundamental esclarecer que não está sendo criada uma nova meta individual. O pagamento estará relacionado ao cumprimento de um indicador geral da campanha. Esse resultado demonstra, mais uma vez, a importância da representação dos trabalhadores e da negociação coletiva para avançarmos na valorização dos funcionários do Banco do Brasil”, afirma Armando Machado Filho.
Proposta do ACT reúne outros avanços
Além do reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, a proposta para renovação do ACT específico do Banco do Brasil contempla avanços em diferentes áreas.
Cassi: previsão de adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal destinada ao Plano de Associados da Cassi.
Carreira: compromisso do Banco do Brasil de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração.
PLR: compromisso de realizar o crédito da Participação nos Lucros e Resultados em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.
Licença-paternidade: ampliação do período dos atuais 20 para 35 dias.
Auxílio para filhos com deficiência: aumento do benefício de R$ 760,48 para R$ 874,55, representando reajuste de 15%.
Central de Relacionamento: o novo salário de referência passará de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027.
Pessoas com deficiência: previsão de financiamento sem juros, em até 96 meses, para pais de filhos com deficiência, além de cinco jornadas destinadas a reparos de equipamentos.
Certificações Anbima: possibilidade de abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas.
Violência doméstica: garantia de estabilidade na função comissionada por seis meses durante afastamento relacionado à Lei Maria da Penha.
Ações afirmativas: inclusão no ACT de políticas voltadas à priorização de mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.
Outras medidas previstas
A proposta também contempla o abono da ausência em 31 de dezembro de 2026 e indenização de até R$ 550,5 mil em caso de morte decorrente de assalto.
Entre os demais pontos estão a apresentação de um novo modelo para enfrentamento ao endividamento dos funcionários; revisão dos exames complementares relacionados a doenças crônicas; possibilidade de inclusão de egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi; adoção do modelo do SESMT para atendimento à NR-1; e afastamento de oito dias na formalização de união estável.
A proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho ainda será submetida à avaliação e deliberação dos trabalhadores nas assembleias.
Para a FEEBSC, os avanços obtidos reforçam que a negociação coletiva permanece como instrumento fundamental para a defesa dos direitos, a valorização profissional e a construção de melhores condições de trabalho para os funcionários do Banco do Brasil.
Diretoria de comunicação -Federação dos Bancários de Santa Catarina – FEEB-SC
