

Idosos enfrentam dificuldades com serviços bancários digitais após fechamento de agências no Paraná, ficando mais expostos a golpes eletrônicos que cresceram 29,7% no estado. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/ Aniele Nascimento. (Por Eduardo Luiz Klisiewicz, Julia Moreira e Leonardo Coleto)
A expansão dos serviços bancários digitais e do Pix vem reduzindo a necessidade dos brasileiros de recorrerem ao atendimento presencial. Em muitas cidades do Paraná, mais precisamente em 176 dos 399 municípios, não há nenhuma agência bancária tradicional. Independentemente das justificativas, os idosos, uma fatia considerável da população, passou a se ver literalmente abandonada, tendo que despender gastos extras com locomoção ou ajuda de terceiros para poder tirar um extrato, sacar a aposentadoria ou simplesmente usufruir das interações sociais exercitadas nesses espaços.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que, de 2015 a 2025, os clientes viram 667 agências bancárias fecharem suas portas. Curitiba foi a cidade que mais perdeu unidades no período, com 192 agências encerradas. Na sequência aparecem Londrina (37), Maringá (27), Cascavel (15) e Foz do Iguaçu (10).
Mas quem sofre mais são os moradores de cidades menores – e a própria cidade como ente federativo. No Brasil, o mesmo levantamento aponta que 2.649 municípios não possuíam nenhuma agência bancária, impactando a vida de 19.670.525 habitantes. No Paraná, 450 mil pessoas passaram a precisar se deslocar para outras cidades para conseguir um atendimento presencial, que muitas vezes oferece mais do que uma assistência especializada.
Sem um lugar físico para ir, muitos aposentados e idosos encaram uma revolução digital que, ao invés de facilitar suas vidas, acaba por excluí-los. A transição dos bancos para o ambiente virtual afeta de forma desproporcional a população idosa, que enfrenta barreiras de conhecimento tecnológico e passa a depender do auxílio de terceiros, já que se vê sem o suporte local de uma agência bancária.
“Somos um país de muitos idosos. É mais difícil a gente se inteirar, conhecer como funciona, do que as pessoas mais novas. Tem pessoas que não têm esse amparo e isso acontece em cidades menores, mas também em cidades grandes”, disse a aposentada Marli Martins, moradora de Marumbi, região Norte do Paraná.
Há muitos anos a cidade não tem agências bancárias tradicionais. “Os idosos que necessitam de ir ao banco precisam andar pelo menos 20 km até Jandaia do Sul e dependem de ônibus ou de outro meio de locomoção. É um grande transtorno”.
O problema vai além das cidades pequenas, como mencionou Marli. “A maior dificuldade é entender essa linguagem digital. Na minha idade, com 75 anos, a gente não pegou o começo da era digital e não tem essa facilidade de acessar. A gente não consegue usar todos os recursos disponíveis”, disse o aposentado José Aparecido Souza, de São José dos Pinhais, região Metropolitana de Curitiba.
“Eu não entendo essa linguagem de internet, essa linguagem de banco. É difícil ter certeza se você pagou uma fatura e realmente foi pago, ou saber se aquela compra que você fez está correta e se pagou o preço certo. Às vezes falta com quem conversar”, acrescenta.
O aposentado diz que acaba ficando dependente do apoio da família nessas situações. “O ideal é as pessoas de mais idade sempre pedirem orientação para os parentes. Filho, neto, genro… Pessoas mais jovens que são familiarizadas com o digital. A ajuda da família é muito importante porque deixa a gente mais seguro.”
Fonte: Terra
Notícias: FEEB-SC

GUARULHOS 17.10.2019 - FGTS - Movimentação na Caixa Econômica Federal em Guarulhos nesta quinta-feira (17). A Caixa Econômica Federal anunciou um esquema reforçado de atendimento do FGTS, que permite receber até R$500 de cada contra do fundo. Para quem não é cliente Caixa e faz aniversário em Janeiro também pode receber. (Foto: Fepesil/TheNews2/Folhapress)