
O Desenrola 3.0 recebe até as 23h59 de 30 de outubro de 2026 as manifestações de interesse dos credores que pretendem participar do primeiro leilão do programa. Bancos, securitizadoras, fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e outras empresas detentoras dos créditos abrangidos devem enviar informações ao Ministério da Fazenda.
A apresentação dos dados é uma condição para participar dessa primeira seleção. Entretanto, o procedimento não garante a venda das carteiras nem obriga o governo a comprá-las.
A nova modalidade prevê que a União compre carteiras de dívidas inadimplentes com desconto mínimo de 90%. Após a aquisição, os devedores poderão renegociar os débitos e pagar à vista ou de forma parcelada, conforme as condições do programa.
O desconto mínimo exigido na compra das carteiras pelo governo não representa, automaticamente, um abatimento de 90% para todos os consumidores. As condições de renegociação deverão observar as regras aplicáveis à modalidade.
O prazo de outubro se refere à manifestação dos credores, e não à inscrição dos consumidores para renegociar.
A primeira etapa contempla débitos de pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) nas seguintes modalidades:
Entre os critérios estão o valor original de até R$ 10 mil por dívida e atraso superior a 720 dias e inferior a 1.645 dias, contado em 25 de setembro de 2026. Uma pessoa pode ter mais de um débito incluído, desde que cada contrato respeite individualmente o limite de valor.
A previsão apresentada pelo governo é realizar o leilão entre o fim de novembro e o início de dezembro. A compra efetiva das carteiras deve ocorrer apenas em 2027.
As informações enviadas pelos credores serão usadas para estruturar a seleção e definir suas condições. As instituições que não atenderem ao prazo desta etapa ficarão fora do primeiro procedimento competitivo.
O programa autoriza destinar até R$ 15 bilhõesà aquisição de créditos durante sua vigência, que se encerra em 30 de junho de 2028. As compras dependem da disponibilidade orçamentária e financeira.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a estimativa inicial é receber ofertas de até R$ 90 bilhões em dívidas. Com desconto de 90%, a aquisição integral desse volume custaria, hipoteticamente, até R$ 9 bilhões à União.
O governo, porém, não pretende necessariamente comprar todas as carteiras apresentadas. A expectativa é que a disputa entre credores por um orçamento limitado permita obter descontos superiores ao piso, reduzindo o custo das aquisições.
Fonte: Isto é dinheiro