
A rodada de negociação entre a CONTEC e a Fenaban realizada nesta segunda-feira (24) foi marcada por longas interrupções, ausência de avanços e nenhuma proposta concreta para as reivindicações da categoria bancária.
Após cerca de sete horas de negociação, os representantes dos trabalhadores continuavam aguardando respostas efetivas da Fenaban. Para a FEEBSC (Federação dos Bancários de Santa Catarina), a postura da representação dos bancos demonstra uma preocupante morosidade justamente em um momento em que a categoria cobra avanços e valorização.
Durante a rodada, a Fenaban apresentou números para tentar sustentar a avaliação de que a categoria bancária não estaria mobilizada, utilizando como referência, inclusive, as manifestações nacionais realizadas no último dia 20 de agosto.
Os representantes dos trabalhadores contestaram essa interpretação e reforçaram que os dados apresentados não traduzem a realidade da mobilização ocorrida nas bases.
Em Santa Catarina, foram realizadas diferentes formas de manifestação. Houve agências com paralisação durante todo o dia, unidades que retardaram a abertura ao público e diversas ações de conscientização e mobilização.
Para a FEEBSC, a realidade demonstrada nas bases é clara: os bancários estão mobilizados, unidos e indignados com as propostas rebaixadas e com a demora da Fenaban em apresentar respostas concretas.
Outro ponto que acendeu o alerta durante a negociação foi a proposta apresentada pela Fenaban de separar as mesas de negociação entre bancos públicos e bancos privados.
A proposta não foi aceita pelos representantes dos trabalhadores, que defenderam a manutenção da unidade da categoria e da negociação coletiva nacional.
A FEEBSC considera que dividir a negociação pode significar enfraquecer a força coletiva dos bancários e abrir espaço para tratamentos diferenciados entre trabalhadores de bancos públicos e privados.
Também preocupa a possibilidade de uma divisão criar precedentes para diferenças em salários, benefícios, condições de trabalho e direitos, além de representar risco ao modelo de negociação nacional construído historicamente pela categoria.
Bancários de bancos públicos e privados pertencem à mesma categoria. A unidade é uma das principais forças dos trabalhadores na mesa de negociação.
Após essa discussão, a mesa foi novamente paralisada.
Sete horas de negociação e nenhuma proposta
Enquanto a Fenaban dedica horas da rodada a outras discussões, continuam pendentes respostas efetivas às principais reivindicações da Campanha Salarial 2026.
A categoria já enfrentou, nas rodadas anteriores, propostas consideradas rebaixadas, como tentativa de escalonamento dos reajustes, congelamento do piso e diferenciação de benefícios. Algumas dessas propostas foram retiradas depois da forte reação e da mobilização dos trabalhadores.
Nesta segunda-feira, porém, o cenário voltou a ser de espera.
Depois de aproximadamente sete horas de negociação, a Fenaban ainda não havia apresentado nenhuma proposta concreta capaz de responder às reivindicações dos bancários.
Para o presidente da FEEBSC, Armando Machado Filho, a categoria espera que a Fenaban abandone a estratégia de prolongar as discussões e apresente respostas efetivas.
“Os bancários estão mobilizados e demonstraram isso nas manifestações do dia 20. Não podemos aceitar que esses movimentos sejam minimizados, muito menos que se tente dividir uma categoria que historicamente construiu sua força na unidade. Depois de sete horas de negociação, continuamos sem uma proposta concreta. A Fenaban precisa parar de protelar e apresentar respostas que valorizem os trabalhadores e preservem nossos direitos.”
Armando Machado Filho – Presidente da FEEBSC
Categoria unida e mobilizada
A FEEBSC reafirma que não aceitará iniciativas que possam dividir os trabalhadores ou enfraquecer direitos conquistados coletivamente.
A Federação seguirá, ao lado da CONTEC e dos sindicatos de sua base, defendendo a unidade da categoria, a Convenção Coletiva de Trabalho nacional e propostas que representem efetiva valorização dos bancários.
A categoria está mobilizada. A categoria está unida. E a mobilização continuará enquanto não houver propostas concretas e respeito às reivindicações dos trabalhadores.
Fonte: Diretoria de Cominicação – FEEB-SC
