

A remuneração dos presidentes e CEOs dos principais bancos no Brasil varia astronomicamente, entre o setor privado e o público. Mas principalmente e significativamente a Participação nos Lucros e Resultados paga a seus funcionários, que a Fenaban sugere não reajustar. A maior parte desse ganho dos CEOS não vem do salário fixo mensal, mas de bônus por desempenho, participação nos lucros e ações (remuneração variável).
Diferença de Remuneração 120 vezes maior!!!
Em média são destinados R$ 10,3 milhões de remuneração per capita anual média de um diretor estatutário (média de 4 bancos),120 vezes maior que a remuneração média anual de um escriturário
* Itaú Unibanco: Milton Maluhy Filho recebe cerca de R$ 67,7 milhões por ano (aproximadamente R$ 5,6 milhões por mês acumulados).
* Santander Brasil: Mario Leão recebe cerca de R$ 30,5 milhões por ano.
* Bradesco: Marcelo Noronha recebe em torno de R$ 26,4 milhões por ano.
* BTG Pactual: Roberto Sallouti reporta cerca de R$ 2,4 milhões por ano em remuneração fixa reportada ao mercado (as partes variáveis do banco são estruturadas via partnership da holding de sócios).
Por estarem sujeitos a limites e regras do funcionalismo estatal e decisões da Assembleia Geral de Acionistas, os ganhos em bancos públicos são consideravelmente menores:
* Banco do Brasil: A presidente do BB, Tarciana Medeiros, tem um salário mensal fixo de aproximadamente R$ 78,4 mil. Somando participações em conselhos e bônus, a remuneração total anual gira em torno de R$ 1,6 milhão (o que equivale a menos de 5% da remuneração de um CEO de banco privado equivalente).
* Caixa Econômica Federal e BNDES: Acompanham patamares semelhantes aos do Banco do Brasil, com teto fixo mensal na faixa de R$ 70 mil a R$ 90 mil, complementados por participações em conselhos de administração (jetons).
A remuneração costuma ser dividida em 15% a 20% de salário fixo e 80% a 85% de remuneração variável atrelada a metas corporativas, dividendos e ações com período de carência (lock-up) para resgate.
Para os funcionários sobram 5,9% de Participação nos Lucros e Resultados e os bancos não querem reajustar, como sugeriu a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na 6ª negociação, dia 04 de agosto!!!
Notícias: FEEB-SC
