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    Jornada 6×1 : o debate entre custos e qualidade de vida.

    16 de dezembro de 2025

    Em meio às discussões que seguem em tramitação no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1, entidades ligadas ao setor do comércio criticam a proposta de redução da jornada de trabalho e travam um embate com defensores da mudança. De um lado está a visão sobre as melhorias na qualidade de vida da equipe; do outro, surgem as preocupações com custos, produtividade e contratação das empresas.

    Enquanto defensores da escala 5×2 argumentam que a redução dos dias trabalhados pode aumentar o bem-estar e o desempenho profissional, representantes do comércio e dos serviços questionam a piora na escassez de mão de obra, o aumento da informalidade e a pressão sobre preços, principalmente em um setor de baixa margem e forte concorrência com e-commerce.

    Atualmente, o fim da escala 6×1 está em discussão no Congresso e ainda não virou lei. No Senado, uma PEC que reduz a jornada para até 36 horas semanais foi aprovada na CCJ na quarta-feira, 10, e aguarda votação no plenário. Na Câmara, a proposta está parada em subcomissão, com versão alternativa que mantém a escala e reduz a jornada para 40 horas.

    Associações do comércio ouvidas pelo Estadão afirmam que a mudança é “inviável” e que há outras prioridades a serem discutidas neste momento, como a carga tributária e a dificuldade de contratação formal no setor.

    Em outubro, o País alcançou taxa de desemprego na mínima histórica de 5,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, muitos setores seguem sem conseguir resolver a escassez de mão de obra, principalmente nas áreas que englobam comércio e serviços.

    Para Fauze Yunes, presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), a implementação da jornada 5×2 — cinco dias de trabalho e dois de descanso — pode piorar o cenário. “Isso tende a incentivar ainda mais a informalidade”, diz. À frente da entidade que reúne aproximadamente 600 lojas, o presidente afirma que o setor enfrenta dificuldades para atrair profissionais. “É inviável. Hoje ninguém consegue contratar. A gente não paga melhor porque não tem a lucratividade necessária”, afirma.

    Um vendedor de loja ganha em média R$ 3 mil por mês, incluindo comissão, calcula Yunes. Na avaliação do dirigente, a proposta em tramitação também desconsidera o atual contexto de concorrência com o comércio digital. “O e-commerce concorre com a gente, mas a internet trabalha muitas vezes de maneira informal”, diz ele, ao justificar a remuneração salarial do mercado.

    O que dizem as empresas favoráveis ao 5×2
    As empresas que adotaram a redução de dias sem diminuir salário defendem que a jornada 5×2 visa garantir maior qualidade de vida para os trabalhadores e, ao mesmo tempo, serve para aumentar a performance. A mudança, no entanto, não ocorreu sem custos para as companhias.

    No hotel de luxo Palácio Tangará, que implementou a nova escala em outubro, o investimento anual foi de R$ 2 milhões. O aumento das despesas está ligado à contratação de 27 novos profissionais para redistribuir a carga horária e reorganizar as jornadas. Com isso, o número de empregados do hotel passou de 329 para 356.

    No varejo farmacêutico, as Drogarias São Paulo e Pacheco, do Grupo DPSP, anunciaram a adoção da jornada 5×2 em todas as unidades para os 24 mil trabalhadores, mas não detalharam se houve contratações adicionais para viabilizar a transição.

    Em nota, o grupo informou apenas que mantém vagas abertas “independentemente da escala” e que a implementação do novo modelo “não alterou esse cenário”. Os custos da operação também não foram divulgados. Segundo a empresa, “todas as alterações financeiras foram previstas”.

    Já a varejista sueca H&M estreou no Brasil com a jornada reduzida. A empresa iniciou suas operações no País em agosto, adotando a escala 5×2 para os funcionários de loja. Joaquim Pereira, country manager e responsável pela implementação da marca no Brasil, afirmou ao Estadão que a decisão contrasta com o padrão 6×1 predominante no varejo brasileiro porque a companhia “segue seus valores” e destacou também o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

    Custos da operação e aumento dos preços
    Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), discorda dos benefícios associados ao bem-estar. “É uma discussão quase filosófica de ter mais tempo para cuidar da família. Não adianta ter mais tempo se não tem renda”, afirma.

    Para o dirigente, a proposta tende a fracassar. “Na prática, vai ser um grande desastre. Se tivéssemos trabalhadores de excelência, poderia funcionar”, avalia Cotait, ao considerar que menos horas de trabalho deve resultar em queda no desempenho.

    Supondo que um produto em que o custo de produção é de R$ 100, baseado em uma jornada de 44 horas, o valor seria maior caso o tempo de trabalho fosse reduzido, justifica. “Se passo de 44 para 36 horas, não termino o produto na mesma semana. Vou precisar de cerca de 20% mais tempo para finalizar. Isso eleva o custo de produção, encarece o preço de venda e gera inflação”, afirma.

    A premissa de associar número de horas trabalhadas à produtividade é equivocada, rebate a especialista em futuro do trabalho, Maíra Blasi. “Existe uma falsa ideia de que mais horas de trabalho significam mais resultado, isso não é verdadeiro”, afirma. De acordo com a especialista, jornadas extensas podem dar o efeito contrário com profissionais mais cansados e queda na qualidade do trabalho.

    Quando o trabalhador tem mais tempo de descanso, argumenta Blasi, costuma atuar de forma mais focada. “Ele trabalha melhor porque também conseguiu viver a própria vida, cuidar da família, da saúde e resolver questões pessoais”, afirma.

    O fator saúde também impacta diretamente o desempenho das empresas. “As pessoas não conseguem trabalhar sem saúde. O resultado é mais absenteísmo, mais afastamentos e mais pedidos de licença”, diz em referência a um estudo publicado na revista Nature Human Behaviour.

    A pesquisa analisou quase 3 mil trabalhadores em 141 organizações nos EUA, no Canadá, no Reino Unido, na Austrália, na Irlanda e na Nova Zelândia. Os resultados indicaram redução de burnout e melhoria na saúde física e mental, após seis meses de jornada reduzida, sem queda de produtividade.

    Na visão do presidente da CACB, a mudança acentuaria o custo de produção e diminuiria o nível de produtividade do trabalhador. No entanto, ele pondera que o modelo poderia funcionar em um cenário diferente. “É possível desde que o trabalhador seja mais qualificado e produza mais. Se ele conseguir compensar a redução da carga horária com mais produtividade, o efeito pode ser neutro”.

    Fauze Yunes, da Alobrás, avalia que a proposta está enviesada. “É uma proposta totalmente eleitoral”, afirma. Enquanto isso, a entidade que representa os lojistas do Brás ainda não tem um posicionamento definitivo sobre o fim da escala 6×1. “Não sou contra a proposta. Acho que é justa, mas é um segundo passo. Antes precisamos de incentivos fiscais. Estamos esperando para ver como vai avançar”, afirma.

    O presidente da CACB concorda que a proposta tem viés “populista” e não estima “uma alternativa do jeito que está”. Para a mudança poder dar certo, afirma, seria necessário um programa de qualificação da mão de obra de pelo menos cinco anos. “Tem de preparar o campo e investir em qualificação”, conclui.

    A especialista Maíra Blasi argumenta ainda que o discurso em torno da manutenção do modelo 6×1 deve se tornar insustentável para as empresas. Isso porque o Brasil vive um cenário próximo ao pleno emprego, com concorrência direta de trabalhos por aplicativo de entrega e com um ideal de empreendedorismo nas massas, afirma.

    “Você não vai atrair as pessoas mais dispostas, inteligentes, dedicadas e criativas com uma carga tão pesada”, diz. “Se a empresa quer funcionários que aceitem trabalhar horrores e entreguem resultados medianos, talvez precise rever o que vem primeiro.”

    Para entender como a proposta vem sendo discutida internamente, a reportagem também procurou a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), mas até o momento da publicação não houve retorno sobre o posicionamento da entidade. (Fonte: Estadão).

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