

GUARULHOS 17.10.2019 - FGTS - Movimentação na Caixa Econômica Federal em Guarulhos nesta quinta-feira (17). A Caixa Econômica Federal anunciou um esquema reforçado de atendimento do FGTS, que permite receber até R$500 de cada contra do fundo. Para quem não é cliente Caixa e faz aniversário em Janeiro também pode receber. (Foto: Fepesil/TheNews2/Folhapress)
O Super Caixa, programa de remuneração variável implementado pela Caixa Econômica Federal para o 2º semestre de 2025, segue sendo alvo de intensas críticas das entidades de representação das empregadas e empregados. O modelo, criado unilateralmente pelo banco e apresentado como “prêmio por liberalidade”, alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e, na prática, tornou mais difícil o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências.
Segundo as entidades, o modelo reforça a cobrança por metas, carece de previsibilidade e não reflete de forma fiel a realidade das agências, especialmente diante do quadro reduzido de pessoal e do aumento constante de demandas geradas por programas sociais e políticas públicas operadas pela Caixa.
Entre os pontos mais criticados, destacam-se:
• Exigências elevadas de habilitação, baseadas em resultados de unidade que não dependem exclusivamente do esforço individual;
• Indicadores complexos e pouco transparentes, dificultando o entendimento do cálculo;
• Penalizações por desempenho de terceiros, o que desestimula o trabalho coletivo e gera conflito interno;
• Pressão permanente por metas, ampliando o risco de adoecimento;
• Ausência total de negociação com as entidades representativas, desrespeitando a mesa permanente;
• Impacto direto sobre a renda, já que o programa substitui mecanismos anteriores mais estáveis e previsíveis.
As entidades sindicais estão cobrando da Caixa :• Negociação efetiva das regras;
• Simplificação dos critérios;
• Transparência nos indicadores;
• Proteção à saúde mental;
• Previsibilidade na remuneração;
• Respeito às condições de trabalho da categoria.
O movimento sindical reforça que o reconhecimento às pessoas que constroem diariamente a Caixa não pode se dar por meio de programas que ampliam desigualdades, geram insegurança e ignoram a realidade enfrentada por quem atende milhões de brasileiros em todo o país. (Fonte: SP bancários).