

A euforia dos investidores é resultado direto da votação, que mostrou Flávio com cerca de 2 pontos percentuais à frente de Lula no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%. A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável.
O movimento em meio à reprecificação generalizada dos ativos brasileiros encontra respaldo em um estudo do Morgan Stanley sobre a relação histórica entre as ações do setor financeiro e os juros de longo prazo.
Ao analisar os últimos dez anos, o banco concluiu que todas as ações financeiras de sua amostra apresentaram historicamente relação negativa com as taxas longas brasileiras, ou seja, tenderam a subir quando os juros caíram.
Para o Banco do Brasil, a sensibilidade calculada é relevante: historicamente, uma queda de 100 pontos-base, ou 1 ponto percentual, nos juros longos esteve associada a aproximadamente 13% de valorização da ação.
Esse número coloca o BB à frente de outros grandes bancos tradicionais na análise apresentada pelo Morgan Stanley.
Mas os destaques do setor são as empresas de pagamentos e mercado de capitais. PagBank e Stone apresentam sensibilidade próxima de 17% para cada queda de 1 ponto percentual nos juros, enquanto BTG XP e Nubank aparecem perto de 15%. (Fonte: Infomoney).